ECOARTIGOS


FIM DO FUTURO?

Tendo em vista a passagem do dia 05 de junho, “Dia do Meio Ambiente” e também para registrar a comemoração de 10 anos de nossa ONG Ecobé, no próximo dia 2 de julho, apresentamos alguns aspectos que fazem parte das nossas reflexões. Salientamos a causa e o motivo de nossa atuação, sendo que a Ecobé conquistou representação nos Conselhos de Defesa do Meio Ambiente de Arroio do Meio e de Lajeado, com participação responsável e efetiva, pois os assuntos tratados nas reuniões desses Conselhos são ponto de pauta nas reuniões da ONG.
Todo dia é dia de meio ambiente e sempre podemos mostrar que estamos comprometidos com a defesa e a preservação ambiental. Isso deve estar presente quando temos o privilégio de participar de estudos, decisões e da proposição de ações. Devemos agir sem enfoque imediatista, ou seja, sem que uma consideração técnica casuística sacrifique um valor ideal.
Pertinente, quando o assunto é ambiente e desenvolvimento, lembrar de José Lutzenberger, um técnico que não perdeu a sensibilidade e marcou o início das reflexões sobre a necessidade de preservar, proteger o ambiente, em respeito às futuras gerações. No seu livro “Fim do futuro? Manifesto Ecológico Brasileiro” (1980) ele demonstrou preocupação com o aumento da densidade demográfica que implica na perda progressiva de solos agrícolas e na diminuição da produtividade marinha. “Uma população é excessiva quando somente consegue se manter às custas da destruição irreversível dos seus recursos ou pela importação de recursos alheios”. E, mesmo que a população parasse de aumentar, mas continuar em seu atual estilo de vida, acabará por destruir todos os recursos dos quais vive o homem.
Lutzenberger manifestou que a ciência tanto pode contribuir ao aperfeiçoamento como à destruição do homem e seu mundo. “A visão da ecosfera como um todo sinfônico terá que estar na base de nossas considerações políticas e econômicas pois não nos faltam instrumentos, mas motivação e sensibilidade”. Por isso, defendia uma política que visasse à saúde global da vida, partindo do princípio ecológico fundamental, de que saúde do solo, da planta, do animal e do homem são uma só coisa indivisível. Essa obra é leitura indicada não só para os associados de ONGs de defesa do ambiente, mas para todo o cidadão que se preocupa com a continuidade da vida e do planeta Terra.
Então, pensando no dia-a-dia, entendemos que todo o cidadão deve, ao menos, fazer pequenas ações no sentido de contribuir para a preservação e melhoria das condições ambientais. Iniciando por barrar o consumismo, preferindo produtos que incentivam a proteção da natureza e projetos ambientais. Ainda: optar por alternativas que diminuem o consumo de combustível fóssil; reutilizar e reciclar sempre que possível; economizar o máximo possível a energia elétrica e a água tratada; dar preferência ao uso de papel e produtos de limpeza que não contêm cloro na sua formulação; aderir à idéia das sacolas retornáveis para as compras; procurar alternativas biológicas para o controle de pragas. Enfim, incorporar aos nossos hábitos, atitudes básicas e fáceis que são práticas positivas que contribuem para a saúde do planeta e a “reconquista do futuro”.

Ecobé – a ONG que quer vida longa para a natureza do Vale do Taquari