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JARDIM BOTÂNICO: MAIS VIDA PARA LAJEADO

Em visita realizada pela ECOBÉ ao Jardim Botânico de Lajeado, monitorada pelas funcionárias Débora e Ana Paula do Departamento do Meio Ambiente. Surpreendeu-nos ver aquele espaço recuperado e, principalmente, aberto à visitação pública.
É inegável que a criação e manutenção de um Jardim Botânico em Lajeado é um ato de vanguarda e demonstra uma consciência ambiental do povo lajeadense. Soubemos garantir um espaço indiscutivelmente diferente à nossa cidade e região. Ali se mantém uma área de preservação permanente para caminhadas de reconhecimento, uma área para implantação de espécies exóticas servindo, ainda, como um local de lazer, contemplação e contato com a natureza. Porém, encontramos vestígios de vandalismo: pessoas entram pelos fundos e estragam pontes, placas e sinalizações.
Pior que isso é a contradição que existe entre a criação do Jardim Botânico e o próprio Plano Diretor do município: uma avenida está projetada podendo cortá-lo na extremidade oposta ao da entrada. Diz-se que não há mais como modificar o Plano Diretor e que, por isso, a população deve se acostumar com o fato. Isso só irá acontecer se não nos empenharmos na defesa desse espaço.
É claro que o Plano Diretor é passível de mudanças, de acordo com a vontade e necessidade da população. O que aconteceria se ao invés do Jardim Botânico houvesse um condomínio residencial? Nós, ambientalistas, não concordamos com aqueles que entendem que existe conflito entre a noção de desenvolvimento e a preservação ambiental. Queremos um desenvolvimento sustentável, ambientalmente sadio!
Por isso, o desenvolvimento de Lajeado deve conceber o Jardim Botânico como parte de sua geografia e de sua história. Que bom seria se todos habitantes do planeta pudessem morar próximo a 24 ha de área verde!
Queremos conclamar a todos os cidadãos, não só de Lajeado, mas de toda a região, para que visitem, divulguem e, principalmente, defendam o Jardim Botânico. Temos que lutar para que esse espaço seja ainda melhor estruturado, preservado e mantido, usufruindo dele com responsabilidade e admiração. Devemos mostrar a importância que espaços como esses têm para nós. Assim, evitaremos que projetos como esse possam ser considerados fúteis e trocados por empreendimentos econômicos, considerados “realmente importantes”.