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PLÁSTICOS x SAÚDE

Maioria dos plásticos libera substâncias que agem como hormônios. Dos 450 produtos testados, 70% liberaram compostos que agem como o estrogênio. Pesquisa inclui mamadeiras "BPA free".

Um novo estudo publicado no início deste mês na revista científica Environmental Health Perspectives analisou mamadeiras bisfenol (BPA) free, garrafas plásticas de água mineral e outras embalagens plásticas compradas em supermercados dos Estados Unidos, como o Wal-Mart e Whole Foods (supermercado de orgânicos). Os produtos foram cortados em pedaços e analisados em duas etapas. Na primeira fase, 70% dos produtos testados, o que inclui boa parte das mamadeiras sem bisfenol (BPA), liberaram químicos estrogênicos. Na segunda fase, os produtos foram expostos à ações normais de uso: exposição ao sol, aquecimento em microondas e lavagem com detergente.

O resultado revelou que 95% dos produtos liberaram substâncias estrogênicas.

Assim, como acontece com o bisfenol A (BPA), substâncias estrogênicas quando consumidas interferem no funcionamento de células alterando taxas hormonais. Mais de 200 pesquisas já associaram o bisfenol A a uma maior incidência de obesidade, problemas cardíacos, diabetes, câncer na próstata e mama, puberdade precoce e tardia, abortos, anormalidades no fígado em
adultos e também problemas cerebrais e no desenvolvimento hormonal em crianças e recém-nascidos. A maior preocupação é com crianças, bebês e fetos que são os mais vulneráveis.

A pesquisa publicada pela Environmental Health Perspectives não determinou quais químicos foram liberados. O que fica claro, no entanto, é a necessidade da realização de mais pesquisas para descobrir quais substâncias estão sendo liberadas e se são seguras para o consumo. Enquanto isso não acontece, consumidores podem diminuir sua exposição evitando o aquecimento de plásticos em microondas ou evitando completamente embalagens plásticas alimentares em favor da utilização de vidro, cerâmica ou inox.

Fonte: O Tao do Consumo, 11/03/2011 (com informações de Suite 101 e Environmental Health Perspectives, 02/03/2011)