ECOARTIGOS



RECICLAGEM DE PLÁSTICO

O reaproveitamento de resíduos de material plástico, tanto os provenientes de processo industrial quanto aqueles advindos de produtos descartados pela sociedade (resíduos sólidos urbanos), tem-se estabelecido de forma expressiva em três processos básicos que possibilitam a sua reciclagem após prévia triagem (1, 2). Dependendo do objetivo a ser atingido, estes processos podem ser caracterizados de forma distinta, como de reciclagem mecânica, química ou energética. O processo conhecido como reciclagem mecânica consiste na combinação de um ou mais processos operacionais (moagem, aglomeração, granulação) para o reaproveitamento do resíduo plástico, transformando-o em grânulos, matéria-prima para a fabricação de outros produtos ou diretamente em nova peça. A reciclagem é denominada química quando por meio de um processo tecnológico se realiza a conversão do resíduo plástico em matérias-primas petroquímicas básicas (retorno à origem). A reciclagem conhecida como energética consiste na recuperação da energia (calor) contida nos resíduos plásticos, por meio de incineradores de alta tecnologia. Qualquer um dos processos de reciclagem acima citados não resolveria o problema da disposição final de resíduos urbanos. No entanto, poderiam contribuir para sua minimização, reduzindo a quantidade de resíduos a dispor e intensificando seu reaproveitamento. Em países tecnicamente desenvolvidos, o reaproveitamento dos resíduos visa não só a diminuição da necessidade de espaços físicos destinados à disposição final, como também à geração de energia – aproveitável tanto para a rede elétrica como para calefação (3, 4).


São Paulo

A cidade de São Paulo gera diariamente cerca de 13 mil toneladas de resíduos sólidos domiciliares. Em 1997, esta parcela representava 65% do total de resíduos sólidos urbanos coletados no município (5). Esses resíduos têm sua composição muito variada em termos de componentes, sendo constituída de matéria orgânica, vidro, papel e papelão, plásticos diversos, metais, entre os materiais que podem ser comercializados no mercado de recicláveis. Essa composição sofre variação também nos percentuais de seus materiais componentes, em função da mudança de hábito de consumo da população geradora e da substituição de um material por outro, principalmente nas embalagens.


Economia

Atualmente, o plástico é um material muito empregado em embalagens, substituindo, em muitos casos, o papel e o vidro com uma relação custo-benefício positiva. Em relação a essa tendência, a caracterização físico-química dos resíduos sólidos domiciliares do município de São Paulo, realizada em maio/98 (5) aponta que o material plástico representa 22,9% do total dos resíduos constituintes. Esse percentual mais que quadruplicou em 12 anos, de acordo com dados da PMSP/SSO/Limpurb/Sigil –1997, que indicam um percentual de 5% de plásticos (1976); 11,5% (1991); 14,3 % (1996) e 22,9% (1998), atualizando o valor de apenas 6% relatados por outros autores, em datas menos atuais.(6, 7, 8, 9).